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Caldeira explode e provoca mortes
Uma das vítimas fatais estava a 40 metros de distância e foi atingida pelo equipamento

LUIZ AUGUSTO
CORREIA PINTO

A explosão de uma caldeira matou dois operários ontem. João Adão Correia, 48 anos, e Gilmar José de Souza, 40 anos, foram socorridos, mas morreram quando eram levados para o hospital.

O acidente ocorreu ontem por volta das 11 h30min, na madeireira Dalmina, às margens da BR-116, no distrito de Águas Sulfurosas, em Correia Pinto. Outros quatro funcionários sofreram ferimentos leves e estão internados em observação no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages.

A força da explosão arremessou a caldeira de meia tonelada de aço a 40 metros. Ela caiu sobre o servente geral Gilmar Souza. João Correia, que não era funcionário da madeireira, estava no telhado sobre a caldeira, fazendo reparos na calha, e caiu de uma altura de quatro metros.

O acidente só não teve proporções maiores porque, apesar da explosão, não houve incêndio no local. A caldeira ficava anexa a um galpão onde são guardadas madeiras beneficiadas e trabalhavam 12 funcionários. De acordo com a direção da empresa, a caldeira havia sido instalada na segunda-feira e aprovada em todos os testes realizados.

No início da tarde, peritos da Polícia Civil de Lages trabalharam no local. O laudo deve estar pronto em 15 dias. Na opinião do tenente do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência, Edson Tadeu Stank, duas são as prováveis causas da explosão: falta de água na caldeira, ou falha na válvula de segurança.

O caldeirista João Maria de Oliveira estava a quatro metros da caldeira quando houve a explosão. Ele não lembra de muita coisa. Apenas que foi um barulho ensurdecedor e ele saiu correndo. "Mesmo assim fui atingido na cabeça pelos estilhaços das telhas", recorda Oliveira. Ele destaca que a caldeira tem capacidade para 10 mil quilos de vapor, e na hora da explosão estava com 5 mil quilos.

O encarregado de produção da madeireira, Dalberto Dalmin, garantiu que a empresa dará toda a assistência aos feridos, inclusive a família de João Correia, que não é funcionário.


Fonte: Diário Catarinense / SC

 

 

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Última modificação: 25 março, 2003